DICAS DE FORRAGEIRAS E

MANEJO DE PASTAGENS ​CAPRINOS E OVINOS

Forragicultura e Pastagens

Professora: Ana Paula Pessim de Oliveira

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Clara Guimarães Coelho de Andrade RA 1230211031

Davi Sousa Aragão RA 1230112020

Jessica Carvalho do Nascimento RA123011826

João Victor Narciso Da Silva RA 1230105672

Mirella Viana de Oliveira RA 1230208023

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Sumário

1-Introdução

2-Mapa mental

3-ODS e Metas da Agenda 2030

4-Conservação e sustentabilidade

5- Tecnologia e Inovações

6- Sistemas Integrados e Plano ABC e ABC+

7 - Forrageiras adequeda para Caprinos e Ovinos

8 - Manejo de Pastagens

9 - Alimentação Complementar

10 - Saúde Animal

11 - Referencias



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Stylosanthes

Introdução

A Agenda 2030 é um plano global que busca transformar o ​mundo, enfrentando desafios críticos para a humanidade e o ​planeta. Com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ​(ODS) e 169 metas, visa eliminar a pobreza extrema, promover ​o bem-estar para todos, proteger o meio ambiente e garantir ​sociedades justas e inclusivas até 2030. Nesse contexto, o ​setor da pecuária é essencial para alcançar metas como a ​erradicação da fome, a promoção de práticas agrícolas ​sustentáveis e a mitigação das mudanças climáticas.

A pecuária sustentável é crucial para a segurança ​alimentar e a conservação dos recursos naturais. Através ​da aplicação do conhecimentosobre Forragicultura e ​manejo de pastagens, é possível aumentar a ​produtividade de alimentos de origem animal de forma ​eficiente e ecológica, alinhando-se com os ODS 2, 12, 13 e ​15.

Nosso público-alvo são empresas privadas do setor ​pecuário, que têm a oportunidade de liderar a ​transformação ao adotar práticas sustentáveis. ​Integrando estratégias inovadoras, essas empresas ​contribuem para um futuro mais sustentável e ganham ​vantagem competitiva ao atender a demanda por ​produtos éticos e ecologicamente responsáveis.

Propomos a criação de um eBook prático para o manejo ​sustentável de forrageiras e pastagens na criação de ​caprinos e ovinos. Baseado em pesquisas científicas, este ​guia oferecerá dicas valiosas para melhorar a nutrição ​animal e promover a saúde dos pastos. A divulgação em ​redes sociais como Instagram e Facebook visa ​conscientizar e engajar o setor na adoção de soluções ​sustentáveis, beneficiando o meio ambiente e a ​sociedade.


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ODS e Metas da Agenda 2030


ODS 2: Visa acabar com a fome, garantir a segurança alimentar e promover a ​agricultura sustentável. A meta 2.4 destaca a importância de práticas ​agrícolas resilientes para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade da ​terra e do solo, o que beneficia o manejo de pastagens para caprinos e ovinos.

ODS 12: Enfatiza a necessidade de padrões sustentáveis de produção e ​consumo. A meta 12.8 assegura que até 2030, todas as pessoas tenham ​informação relevante sobre desenvolvimento sustentável e estilos de vida em ​harmonia com a natureza.

ODS 13: Destina-se a combater a mudança climática e seus impactos. A meta ​13.3 promove a educação e conscientização sobre mitigação e adaptação às ​mudanças climáticas.

ODS 15: Foca na proteção e uso sustentável dos ecossistemas terrestres. A ​meta 15.3 busca combater a desertificação e restaurar terras e solos ​degradados, contribuindo para um mundo neutro em termos de degradação ​do solo até 2030.

Esses objetivos e metas incentivam ações que beneficiam diretamente a ​sustentabilidade e a eficácia na produção de alimentos, incluindo o manejo de ​pastagens para caprinos e ovinos.

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Conservação e Sustentabilidade

Gessagem

Calagem

Adubação Verde

A conservação e sustentabilidade na criação de ovinos e caprinos são fundamentais ​para garantir a saúde dos animais, promover a produtividade e preservar o meio ​ambiente. Práticas como gessagem, calagem, adubação e adubação verde ​desempenham um papel crucial nesse contexto. A correção do solo, a melhoria da ​qualidade da forragem e o enriquecimento do solo com nutrientes essenciais são ​aspectos-chave a serem considerados. Adotar métodos de manejo sustentáveis, ​como a adubação orgânica e o cultivo de adubos verdes, pode contribuir não apenas ​para o bem-estar dos animais, mas também para a conservação da terra e dos ​recursos naturais a longo prazo. Essas práticas, quando implementadas de forma ​consciente, ajudam a criar um equilíbrio entre a produção animal e a preservação ​ambiental, promovendo assim um sistema agrícola mais sustentável e resiliente.

•Amostragem do solo


A coleta de amostras de solo e sua análise são essenciais para entender as características ​químicas, físicas e biológicas do solo, permitindo um manejo agrícola mais eficiente e ​sustentável. Essas práticas ajudam a identificar níveis de pH, nutrientes e contaminantes, além ​de avaliar a textura e a capacidade de retenção de água, fundamentais para planejar correções ​adequadas. Com isso, é possível diagnosticar problemas como salinidade, acidez e deficiências ​de nutrientes, permitindo intervenções precisas que aumentam a eficiência dos recursos, ​reduzem custos e melhoram a produtividade das culturas, beneficiando tanto produtores quanto ​o meio ambiente.




A área de onde vai ser retirada a amostra do solo deve ser homogênea, levando-se em ​consideração os seguintes aspectos: topografia, cobertura vegetal, cor do solo, textura do solo, ​drenagem, tratamentos usados e culturas.

De cada área homogênea coletar pelo menos 20 (vinte) amostras simples andando-se em zig-​zag em toda área a ser amostrada.

Coletar as amostras simples com material de aço inox, misturar em vasilhames de plástico e ​retirar 300g de solo para enviar ao laboratório.


Para a maioria das culturas, as amostras são coletadas ​na camada de 0 a 20cm, onde se concentra o maior ​volume de sistema radicular das plantas. Pode-se ​avaliar a acidez subsuperfícial analisando a camada de ​20 a 40cm.

Para culturas perenes já implantadas utilizar o mesmo ​procedimento, porém levando-se em consideração a ​uniformidade desejada e a idade das plantas. As ​amostras de solo devem ser coletadas na projeção da ​copa das plantas.

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•Gessagem:

A gessagem agrícola é a aplicação estratégica de gesso no solo para ​melhorar suas condições físicas e químicas, beneficiando o cultivo de ​plantas. Corrige compactação do subsolo, neutraliza alumínio tóxico em ​solos ácidos, fornece cálcio e enxofre essenciais para crescimento das ​plantas, melhora estrutura do solo, reduz a erosão, no desenvolvimento das ​raízes e aumenta a porosidade do solo, aumentando a eficiência hídrica.


Quando fazer?

A gessagem agrícola é recomendada para corrigir problemas como ​compactação, deficiência de cálcio e enxofre, ou atender às necessidades ​específicas das culturas. Essa prática visa melhorar a estrutura do solo, ​reduzir a toxicidade de alumínio, fornecer cálcio e enxofre essenciais, e ​otimizar as condições para o crescimento saudável das plantas.

Como fazer?

Para aplicar o gesso, escolha o tipo adequado e determine a dosagem com ​base nas características do solo e nas necessidades das culturas. A ​aplicação pode ser feita antes do plantio, durante o plantio com outros ​fertilizantes, ou entre safras. Espalhe o gesso de forma uniforme ​manualmente ou com distribuidores, e se necessário, incorpore no solo para ​melhor distribuição. Não é necessário que haja chuva imediata após a ​aplicação, pois o gesso se dissolve gradualmente com a irrigação natural ao ​longo do tempo.

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•Calagem :

A calagem agrícola é o processo de aplicação de calcário no solo com o ​objetivo de corrigir a acidez e melhorar suas características químicas e ​físicas para o cultivo de plantas. A prática visa aumentar o pH do solo, ​neutralizando a acidez e proporcionando um ambiente mais adequado para o ​crescimento das culturas. O calcário utilizado na calagem é geralmente ​composto de carbonato de cálcio (CaCO3) ou de calcário dolomítico, que ​também contém magnésio (MgCO3).

Quando fazer?

Deve-se realizá-la após uma análise de solo que indique um pH abaixo de 5,5, ​preferencialmente de 3 a 6 meses antes do plantio, para dar tempo ao ​calcário de reagir. É importante escolher o tipo de calcário adequado, como o ​dolomítico para solos deficientes em magnésio e o calcítico para uma ​correção mais geral. Evitar a aplicação em períodos de chuvas intensas e ​integrar a calagem com outras práticas de manejo do solo garante maior ​eficácia na melhoria da produtividade agrícola.

Como fazer?

Escolha o tipo de calcário apropriado (dolomítico, calcítico, magnesiano e ​filler) com base na análise, calcule a dose recomendada, espalhe o calcário ​uniformemente sobre o solo e, em seguida, incorpore-o ao solo com aração e ​gradagem, idealmente de 3 a 6 meses antes do plantio, para corrigir a acidez ​e melhorar a fertilidade do solo.


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•Adubação Verde

Adubação verde é uma prática agrícola que envolve o ​cultivo de plantas específicas, conhecidas como ​plantas de cobertura, com o objetivo de melhorar a ​fertilidade do solo e sua estrutura física. Essas plantas ​são cultivadas e depois incorporadas ao solo, onde ​contribuem com nutrientes através da decomposição ​de suas partes vegetativas. Além de fornecer nutrientes ​essenciais, como nitrogênio, as plantas de adubação ​verde ajudam a controlar ervas daninhas, melhorar a ​retenção de água e aumentar a biodiversidade do solo, ​promovendo práticas agrícolas sustentáveis e menos ​dependentes de fertilizantes químicos.

Quando fazer?

A adubação verde deve ser realizada durante períodos ​de entressafra ou entre cultivos principais. Essa prática ​é mais eficaz quando as plantas de cobertura são ​semeadas antes do período chuvoso, permitindo um ​desenvolvimento adequado antes da incorporação ao ​solo. Isso geralmente ocorre no final do verão ou início ​do outono em regiões de clima temperado, enquanto ​em regiões tropicais pode ser adaptada conforme o ​ciclo das chuvas. Dessa forma, as plantas de adubação ​verde contribuem para melhorar a fertilidade do solo e ​prepará-lo para culturas subsequentes, promovendo ​um manejo sustentável e equilibrado do solo agrícola.

Como fazer?

Adubação verde com leguminosas envolve escolher ​uma espécie adequada ao solo e clima, preparar o solo ​com aração, semear as sementes uniformemente e ​manejar as plantas até o período de incorporação ao ​solo, geralmente antes do florescimento. Esse método ​promove a fertilidade do solo de forma natural, ​liberando nutrientes essenciais como nitrogênio para ​culturas subsequentes.








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Tecnologia e Invenções

Agricultura de Precisão

A agricultura convencional utiliza insumos de maneira uniforme em toda a ​propriedade, sem considerar as particularidades do solo, o que pode levar ​a contaminação ambiental e prejuízos financeiros. Em contraste, a ​agricultura de precisão utiliza tecnologias como GPS, GIS e máquinas de ​aplicação localizada para gerenciar os cultivos de forma específica para ​cada área da propriedade, otimizando recursos e aumentando a ​eficiência.

A agricultura de precisão moderna começou a se desenvolver no século ​XX, ganhando viabilidade com a tecnologia dos anos 1980. No Brasil, a ​adoção ainda é incipiente, mas está crescendo, especialmente no cultivo ​da cana-de-açúcar, onde pode reduzir impactos ambientais e aumentar a ​produtividade.

Ferramentas como GPS, GIS, sistemas de mapeamento de colheita e ​sensores remotos e de solo são usadas para obter dados precisos sobre a ​propriedade, permitindo intervenções mais eficazes. Essas tecnologias ​ajudam a minimizar perdas e a gerenciar as necessidades específicas do ​solo e da cultura. Apesar de temores sobre desemprego, a agricultura de ​precisão também pode criar empregos especializados em manuseio e ​manutenção de equipamentos.

Os drones na agricultura são usados ​para monitoramento de culturas, ​mapeamento de solos, irrigação e ​pulverização precisas, gestão de ​rebanhos e avaliação de desempenho ​pós-colheita. Eles aumentam a ​eficiência, reduzem custos e minimizam ​o impacto ambiental, permitindo uma ​gestão agrícola mais precisa e ​informada.







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Beneficios de Novas Cultivares


As novas cultivares de especies forrageiras são cruciais para a agricultura ​moderna, proporcionando vários benefícios significativos:

Aumento da Produtividade: Cultivares híbridas e geneticamente melhoradas ​aumentam a produção por hectare.

Melhoria na Qualidade das Plantas: Plantas mais robustas e eficientes, com ​melhor estrutura para colheita mecânica.

Adaptação Regional: Variedades adaptadas a diferentes climas e solos, ​otimizando a produção local.

Resistência a Doenças e Pragas: Menor necessidade de pesticidas, resultando ​em práticas mais sustentáveis.

Variedade de Usos: Cultivares específicas para grãos e silagem, diversificando ​a produção.

Sustentabilidade: Melhor uso de recursos como água e nutrientes, ​promovendo a conservação ambiental.

Estabilidade de Produção: Maior resistência a condições adversas, garantindo ​produção constante e segura.

Essas cultivares melhoram a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade da ​agricultura, tornando-se essenciais para atender à demanda crescente por ​alimentos e reduzir o impacto ambiental.


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Sistemas Integrados e Plano ABC E ABC+

ILP - Integração Lavoura Pecuaria

Combina atividades agrícolas e pecuárias em um ciclo alternado. Lavouras e ​pastagens são cultivadas em rotação, aproveitando os benefícios mútuos: os ​dejetos dos animais fertilizam o solo para as culturas subsequentes, ​melhorando a fertilidade do solo e otimizando o uso da terra.

Combina criação de animais com plantio de árvores em áreas de pastagem. ​As árvores, geralmente espécies adaptadas, fornecem sombra, alimento e ​beneficiam a conservação do solo e o microclima. Esse sistema visa promover ​a sustentabilidade ao diversificar a produção e aumentar a produtividade ​agrícola.

ILF - Integração Lavoura Floresta

Combina culturas agrícolas com plantios florestais numa mesma área, ​visando diversificar a produção, melhorar a sustentabilidade e eficiência dos ​recursos. As árvores proporcionam benefícios como conservação do solo, ​regulação do microclima e aumento da biodiversidade.

ILPF - Integração Lavoura Pecuaria Floresta

Combina lavouras, pecuária e florestas em um único sistema integrado. Este ​método complexo envolve a rotação de culturas agrícolas, criação de animais ​e cultivo de árvores na mesma área. O objetivo é maximizar benefícios como ​reciclagem de nutrientes, aumento da biodiversidade, redução de gases de ​efeito estufa e maior resiliência do sistema produtivo frente a variações ​climáticas.





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Forrageiras adequada para Caprinos e ​Ovinos

Gramineas

Capim Andropogon

(Andropogon gayanus cv. Planaltina)

O capim-andropogon possui várias características ​destacáveis: grande tolerância ao fogo, bom ​potencial para a produção de sementes, e ausência ​de problemas de fotossensibilização. Ele é ​resistente ao ataque de cigarrinhas-das-​pastagens e é um mal hospedeiro de carrapatos. ​Além disso, é muito palatável, apresenta um bom ​teor de proteína bruta e tem rápido rebrote ​durante a seca. É facilmente eliminado pelo arado e ​bem aceito por ovinos e caprinos. Devido ao seu ​hábito de crescimento cespitoso, forma ​consorciações equilibradas com leguminosas ​forrageiras como stylosanthes


Capim-BRS Tamani Panicum maximum cv. BRS ​Tamani

A cultivar Panicum maximum cv. BRS Tamani é uma ​opção avançada para pastagens, caracterizada por ​seu porte baixo, alta produção de folhas nutritivas e ​resistência às cigarrinhas-das-pastagens. ​Apresenta boa produtividade e vigor de rebrotação, ​sendo de fácil manejo. Adaptada a diferentes ​biomas como Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica, é ​indicada para produção de leite para caprinos e ​ovinos. Tendo um crescimento cespitoso, com ​tolerância à seca e ao frio, é recomendada para ​solos bem drenados, oferecendo uma produção ​anual de matéria seca de cerca de 15 toneladas por ​hectare.


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Capim Aruanã Panicum maximum cv. Aruana


A Panicum maximum cv. Aruana é uma cultivar de capim de porte baixo ​e hábito cespitoso, adaptada para solos de média a alta fertilidade. ​Possui boa resistência à cigarrinha-das-pastagens, tolerância à seca e ​ao frio. Utilizada principalmente para pastoreio de gado, caprinos, ​ovinos e equinos, além da produção de feno, sua rápida crescimento e ​alta qualidade nutricional reduzem a necessidade de suplementação ​animal.


Leguminosas

Estilosantes Stylosanthes guianensis


A Stylosanthes guianensis é uma planta forrageira perene adaptada a ​climas quentes e úmidos. Possui hábito de crescimento cespitoso, ​podendo crescer de forma prostrada em sob pastejo. Esta espécie é ​conhecida por sua alta produção de matéria seca, boa adaptação a ​solos ácidos e de baixa fertilidade, e resistência ao pastejo e pisoteio, ​não tolera geadas e aclimata-se em ambientes com maiores ​temperaturas, grande capacidade de consorciação resistência a pragas ​e doenças. É utilizada em consórcio com gramíneas e apresenta teores ​de proteína bruta entre 19% e 29%. Ideal para sistemas de pastagem em ​áreas tropicais desafiadoras, como os Cerrados brasileiros, devido à sua ​capacidade de resistir a condições climáticas adversas e sua aceitação ​pelos animais.



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Gliricidia

Gliricidia sepium


A Gliricidia sepium, também conhecida ​como gliricídia, é uma planta perene, ​com crescimento cespitoso, ​destacando-se por seu rápido ​crescimento, alta resistência à seca e ​capacidade de regeneração, não tolera ​geada, mas pode resistir ao fogo, ​mediante rebrota. É pouco exigente em ​relação a solos, moderadamente ​tolerante a sais, mas não se desenvolve ​bem em solo constantemente ​encharcado. Valorizada por seu alto ​teor de proteína bruta, é amplamente ​utilizada como forrageira em forma de ​feno e silagem para animais. Apesar ​das vantagens nutricionais, enfrenta ​desafios como baixo teor de matéria ​seca. A inclusão de aditivos tem sido ​recomendada para melhorar o ​processo fermentativo e reduzir ​perdas, aumentando assim a qualidade ​da silagem produzida.



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Manejo de Pastagens


O manejo adequado de pastagens é vital para atingir os ODS, pois melhora a ​produtividade agrícola e a segurança alimentar (ODS 2), promove o uso ​eficiente de recursos e reduz impactos ambientais (ODS 12), contribui para a ​mitigação das mudanças climáticas através da captura de carbono (ODS 13), ​e preserva a biodiversidade, evitando a degradação do solo e conservando ​habitats (ODS 15).

Rotação de Pastagens

No manejo contínuo, os animais têm acesso irrestrito à ​pastagem durante todo o ano. No manejo rotacionado, a ​pastagem é dividida em piquetes, alternando períodos de ​pastejo e descanso, permitindo a recuperação das forragens. ​Este sistema oferece um controle rigoroso da altura das ​forragens e do consumo animal, proporcionando pastejo mais ​uniforme, reduzindo o pisoteio, fortalecendo as plantas devido ​ao descanso, melhorando a distribuição de excrementos e as ​condições do solo, diminuindo a presença de plantas ​invasoras, prolongando a vida útil da pastagem e reduzindo a ​necessidade de adubos.

Gliricidia

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Capacidade de Suporte das Pastagens

Um dos indicadores de um bom manejo de pastagem é a capacidade de ​suporte, pois avalia a proporção entre taxa de lotação, pressão no solo e ​pastejo ótimo, por determinado tempo, com maior índice de produção ​possível sem degradar o solo. Entretanto fatores climáticos, solo, estações do ​ano e forragens cultivados são variáveis a serem consideradas.

Situaçoes do Pastejo

Subpastejo : Poucos animais para muito pasto. Embora a produção animal seja ​alta e de qualidade pois a possibilidade de seleção das forrageiras pelos ​animais é expandida, a produtividade dos animais por área é baixa pela ​pequena quantidade de animais na pastagem.

Pastejo ótimo: É o equilíbrio entre a forragem ofertada e o número de animais ​por área. É o cenário ideal para uma boa produção e preservação do solo.

Superpastejo: Animais em excesso na pastagem. Comprometem a produção, ​desgastam e compactam o solo. Controlar a altura do pasto durante a entrada ​e saída dos animais e considerar o período de descanso de cada forragem ​(pastejo rotacionado) são ações indispensáveis para alcançar um pastejo ​ótimo.

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•Controle de Plantas e Insetos Invasores

As plantas invasoras são plantas que crescem indiscriminadamente, são mais ​resistentes as interferências externas e por isso se propagam com facilidade, ​põem não produzem alimentos ou fibra. Além disso a disputa por sais minerais, ​água e luz, transformam essas plantas em grandes vilães das forrageiras. A ​propagação das espécies invasoras causa redução da produção agrícola; ​manifestação de alergia e intoxicação do homem e de animais; infestação de ​áreas não agrícolas; infestação de canais de irrigação e danos a implementos ​agrícolas.

Controle de plantas invasoras

Seu controle pode ser feito de forma: mecânica, química e cultural. Estes ​controles apresentam vantagens e limitações e demandam o uso simultâneo ​de, no mínimo, duas práticas complementares.

O controle mecânico de plantas daninhas pode ser realizado manualmente, ​com tração animal ou tratores, requerendo capina superficial para evitar ​danos às raízes das plantas forrageiras. Em pequenas áreas, a enxada é uma ​ferramenta útil.

Já o controle químico com herbicidas visa eliminar ou retardar o crescimento ​de plantas invasoras, oferecendo vantagens como economia de mão-de-obra ​e aplicação rápida. Para resultados eficazes, é crucial escolher o herbicida ​correto, ajustar adequadamente o pulverizador, e evitar a aplicação em ​condições de chuva intensa, vento forte, ou em plantas sob estresse hídrico. ​Desde a década de 1920, o uso de herbicidas contribuiu para o surgimento de ​plantas daninhas mais resistentes e impactou o meio ambiente. Portanto, é ​essencial utilizar herbicidas registrados, usar equipamentos de proteção ​individual (EPI), não misturar herbicidas, respeitar o período de carência e ​descartar corretamente as embalagens após a tríplice lavagem. Herbicidas ​representam cerca de 8% do custo de produção agrícola.

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O controle cultural inclui o preparo adequado do solo antes do plantio, a ​escolha de variedades adaptadas e resistentes, a correta densidade de plantio ​para evitar plantas invasoras, e a rotação de culturas para dificultar a seleção ​de espécies indesejadas.

O manejo integrado de plantas daninhas (MIPD) combina métodos mecânicos, ​químicos e culturais para controlar plantas invasoras de forma eficaz, e deve ​ser implementado de forma preventiva. É recomendável usar pelo menos dois ​métodos para garantir a eficácia e reduzir impactos ambientais. No uso de ​herbicidas, o solo deve estar bem preparado e sem torrões, e a aplicação deve ​ser feita preferencialmente após a primeira chuva, utilizando herbicidas pré-​emergentes de amplo espectro e considerando fatores como o pH do solo e a ​solubilidade do herbicida. A rotação de herbicidas é fundamental para prevenir ​a resistência das plantas daninhas e manter a eficácia do controle.

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Controle de Insetos Invasores

Os insetos são organismos muito importantes do ponto de vista ecológico, pois ​assumem diferentes papéis numa plantação. Os insetos prejudiciais são aqueles ​que se alimentam de plantas cultivadas ou que transmitem doenças, causando ​prejuízos econômicos ao agricultor, e são classificados como insetos-praga. A ​destruição da mata nativa e o aumento da agropecuária tornam cada vez mais ​comum o surgimento de pragas, uma vez que há disposição de muito alimento para ​poucos predadores.

Sementes resistentes: Plantas desenvolvem resistência ou tolerância a pragas, ​tornando-se menos suscetíveis a infestações. Vantagens incluem facilidade de uso, ​compatibilidade com outras táticas, baixo custo e menor impacto ambiental. No ​entanto, desenvolver essas variedades exige tempo e investimento, e a resistência ​pode não ser permanente.

Práticas agrícolas: Técnicas como rotação de culturas, escolha de áreas de plantio, ​uso de culturas-armadilhas e ajuste das épocas de plantio e colheita tornam o ​ambiente desfavorável para pragas.

Controle físico e mecânico: Barreiras físicas, como valas e coberturas plásticas, ​impedem a movimentação de insetos. Outras técnicas incluem armadilhas e fitas ​adesivas.

Biocontrole: Utiliza produtos químicos naturais ou organismos benéficos para ​prevenir ou erradicar pragas, com menor impacto ambiental e maior segurança. ​Desvantagens incluem necessidade de planejamento, gestão intensiva e custos ​possivelmente mais altos.

Controle químico: Aplicado quando outras táticas falham. Inseticidas e herbicidas ​são baratos, fáceis de aplicar e transportar. Tecnologias modernas de aplicação, ​como agricultura de precisão, usam sensoriamento remoto e sistemas GIS.


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Alimentação Complementar

Na criação de ovinos, a alimentação suplementar é fundamental para ​garantir que os animais recebam todos os nutrientes necessários para o ​crescimento, reprodução e produção de carne, lã ou leite. As principais ​suplementações alimentares usadas na criação de ovinos incluem:

Suplementos Energéticos: Grãos de cereais (milho, cevada), polpa cítrica ​e casca de soja.

Suplementos Proteicos: Farelo de soja, farelo de algodão e ureia.

Suplementos Minerais: Misturas minerais e sal mineralizado.

Suplementos Vitamínicos: Vitaminas A, D e E.

Feno: Feito de gramíneas ou leguminosas secas ao sol, Fonte de fibra para ​ovinos, Usado em períodos de escassez de pastagem.


Silagem: Produzida pela ​fermentação de culturas ​como milho ou sorgo, Fonte ​de energia concentrada, ​Armazenada em condições ​de umidade controlada.

Suplementos Fibrosos: Casca de soja e polpa de beterraba.

Alimentos Alternativos: Resíduos agroindustriais e farelo de trigo.

Suplementos Lipídicos: Óleos vegetais e gorduras protegidas.

Aditivos Alimentares: Probióticos, prebióticos e ionóforos.


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Saúde Animal

Na criação de ovinos, a alimentação suplementar é fundamental para garantir ​que os animais recebam todos os nutrientes necessários para o crescimento, ​reprodução e produção de carne, lã ou leite. As principais suplementações ​alimentares usadas na criação de ovinos incluem:

Beneficios Nutricionais

Aumenta da produção:

Produção de Leite: Forragens de boa qualidade melhoram a quantidade e a ​qualidade do leite, influenciando a composição de gordura e proteína.

Qualidade da Carne: A dieta forrageira contribui para uma carne de melhor ​qualidade, com uma proporção equilibrada de ácidos graxos, o que pode ​resultar em carne mais saborosa e nutritiva.

Melhora no Bem-estar animal:

Comportamento Natural de Pastagem: Ovinos e caprinos são animais de ​pastagem natural, e a disponibilidade de forragem permite que eles exibam ​comportamentos naturais, melhorando o bem-estar geral.

Redução de Estresse: Forragens de boa qualidade mantêm os animais bem ​alimentados e em boas condições de saúde, reduzindo o estresse.

Problemas relacionados à Alimentação

Queda de Produção e desenvolvimento:

Uma alimentação inadequada em ovinos e caprinos pode levar a deficiências ​de proteínas, minerais e vitaminas, resultando em crescimento lento, baixa ​produção de leite e problemas digestivos como acidose ruminal e timpanismo. ​Além disso, compromete a saúde reprodutiva, enfraquece o sistema ​imunológico e aumenta a suscetibilidade a doenças. Problemas metabólicos, ​como toxemia da prenhez, podem ocorrer, além de afetar negativamente a ​qualidade da lã e a saúde da pele. Fornecer uma dieta equilibrada é essencial ​para garantir a saúde e a produtividade desses animais.


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Consumo de Pastagens que aumenta a contaminação de Parasitas

A infecção por nematódeos gastrintestinais é um desafio significativo na ​produção de ovinos a pasto, onde 90-95% dos parasitas estão na pastagem e ​apenas 5-10% no animal. Os parasitas são eliminados nas fezes e se ​desenvolvem em larvas infectantes (L3) em 5-7 dias sob condições de ​temperatura (22-28°C) e umidade adequadas, comuns em climas quentes e ​úmidos.

As larvas L3 migram verticalmente, alcançando o topo do dossel forrageiro ​quando a umidade é alta, aumentando a probabilidade de serem ingeridas ​pelos animais. A altura da pastagem e o horário do pastejo influenciam a taxa ​de ingestão de larvas. Pastagens com microclimas úmidos no estrato basal ​favorecem o desenvolvimento e sobrevivência das larvas.

Sistemas de pastejo rotacionado aumentam a contaminação das pastagens, ​necessitando estratégias para reduzir a ingestão de larvas e criar condições ​desfavoráveis para sua sobrevivência sem comprometer a saúde das ​forrageiras.

Plantas de crescimento prostrado, como Cynodon e Brachiaria (B. decumbens ​e B. humidicola), mantêm a umidade alta no solo, criando microclimas ​favoráveis às larvas. Em contraste, plantas de crescimento cespitoso, como ​Panicum maximum e Brachiaria brizantha, permitem maior penetração de luz e ​ventilação, reduzindo a umidade das fezes e criando um ambiente ​desfavorável para as larvas, além de favorecer o perfilhamento e a ​fotossíntese das plantas.


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Referências


  • ORUMOND, Marcos Antônio; MONTEIRO DE CARVALHO FILHO, Drlando. Gliricídia. Disponível em: ​http://www.cpatsa.embrapa.br/catalogo/livrorg/gliricidia.pdf. Acesso em: 30 jun. 2024.
  • JANK, Liana; SANTOS, Mateus Figueiredo (Ed.). Capim-BRS Tamani (Panicum maximum Jacq.): ​híbrido de maior qualidade, porte baixo e fácil manejo. Brasília, DF: Embrapa, 2021. Disponível ​em: https://infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/373845/1/Fd85.pdf. Acesso em: 30 jun. ​2024.
  • PEREIRA, Antonio Vander. Catálogo de forrageiras recomendadas pela Embrapa. Disponível em: ​https://www.atermaisdigital.cnptia.embrapa.br/web/caprinos-e-ovinos/manejo/pastagens. ​Acesso em: 30 jun. 2024.
  • DA CONCEIÇÃO, J. M. GLIRICIDIA SEPIUM : PRODUTIVIDADE, COMPOSIÇÃO QUÍMICO-​BROMATOLÓGICA E CARACTERÍSTICAS DE FERMENTAÇÃO DA SILAGEM. Disponível em: ​<https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/6843/2/JOSILE_MARIA_CONCEICAO.pdf>. Acesso em: 1 jul. 2024.
  • Embrapa Caprinos e Ovinos - Portal Embrapa. Disponível em: <https://www.embrapa.br/caprinos-e-​ovinos>. Acesso em: 1 jul. 2024.
  • TAMANI, C.-B. híbrido de maior qualidade. [s.l.] Panicum maximum Jacq, [s.d.].
  • DRUMOND, M. A.; DE CARVALHO FILHO, O. M. Introdução e avaliação da Gliricidia sepium na região ​semi-árida do Nordeste Brasileiro. Disponível em: ​<http://www.cpatsa.embrapa.br/catalogo/livrorg/gliricidia.pdf>. Acesso em: 1 jul. 2024.
  • BRS Tamani - HÍBRIDO - Produtos/Cultivares - Germipasto. Disponível em: ​<https://www.germipasto.agr.br/produtos/ver/24/>. Acesso em: 1 jul. 2024.
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