
DICAS DE FORRAGEIRAS E
MANEJO DE PASTAGENS CAPRINOS E OVINOS
Forragicultura e Pastagens
Professora: Ana Paula Pessim de Oliveira
Clara Guimarães Coelho de Andrade RA 1230211031
Davi Sousa Aragão RA 1230112020
Jessica Carvalho do Nascimento RA123011826
João Victor Narciso Da Silva RA 1230105672
Mirella Viana de Oliveira RA 1230208023
Sumário
1-Introdução
2-Mapa mental
3-ODS e Metas da Agenda 2030
4-Conservação e sustentabilidade
5- Tecnologia e Inovações
6- Sistemas Integrados e Plano ABC e ABC+
7 - Forrageiras adequeda para Caprinos e Ovinos
8 - Manejo de Pastagens
9 - Alimentação Complementar
10 - Saúde Animal
11 - Referencias

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Stylosanthes
Introdução
A Agenda 2030 é um plano global que busca transformar o mundo, enfrentando desafios críticos para a humanidade e o planeta. Com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas, visa eliminar a pobreza extrema, promover o bem-estar para todos, proteger o meio ambiente e garantir sociedades justas e inclusivas até 2030. Nesse contexto, o setor da pecuária é essencial para alcançar metas como a erradicação da fome, a promoção de práticas agrícolas sustentáveis e a mitigação das mudanças climáticas.
A pecuária sustentável é crucial para a segurança alimentar e a conservação dos recursos naturais. Através da aplicação do conhecimentosobre Forragicultura e manejo de pastagens, é possível aumentar a produtividade de alimentos de origem animal de forma eficiente e ecológica, alinhando-se com os ODS 2, 12, 13 e 15.
Nosso público-alvo são empresas privadas do setor pecuário, que têm a oportunidade de liderar a transformação ao adotar práticas sustentáveis. Integrando estratégias inovadoras, essas empresas contribuem para um futuro mais sustentável e ganham vantagem competitiva ao atender a demanda por produtos éticos e ecologicamente responsáveis.
Propomos a criação de um eBook prático para o manejo sustentável de forrageiras e pastagens na criação de caprinos e ovinos. Baseado em pesquisas científicas, este guia oferecerá dicas valiosas para melhorar a nutrição animal e promover a saúde dos pastos. A divulgação em redes sociais como Instagram e Facebook visa conscientizar e engajar o setor na adoção de soluções sustentáveis, beneficiando o meio ambiente e a sociedade.
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ODS e Metas da Agenda 2030
ODS 2: Visa acabar com a fome, garantir a segurança alimentar e promover a agricultura sustentável. A meta 2.4 destaca a importância de práticas agrícolas resilientes para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade da terra e do solo, o que beneficia o manejo de pastagens para caprinos e ovinos.
ODS 12: Enfatiza a necessidade de padrões sustentáveis de produção e consumo. A meta 12.8 assegura que até 2030, todas as pessoas tenham informação relevante sobre desenvolvimento sustentável e estilos de vida em harmonia com a natureza.
ODS 13: Destina-se a combater a mudança climática e seus impactos. A meta 13.3 promove a educação e conscientização sobre mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
ODS 15: Foca na proteção e uso sustentável dos ecossistemas terrestres. A meta 15.3 busca combater a desertificação e restaurar terras e solos degradados, contribuindo para um mundo neutro em termos de degradação do solo até 2030.
Esses objetivos e metas incentivam ações que beneficiam diretamente a sustentabilidade e a eficácia na produção de alimentos, incluindo o manejo de pastagens para caprinos e ovinos.

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Conservação e Sustentabilidade
Gessagem
Calagem
Adubação Verde
A conservação e sustentabilidade na criação de ovinos e caprinos são fundamentais para garantir a saúde dos animais, promover a produtividade e preservar o meio ambiente. Práticas como gessagem, calagem, adubação e adubação verde desempenham um papel crucial nesse contexto. A correção do solo, a melhoria da qualidade da forragem e o enriquecimento do solo com nutrientes essenciais são aspectos-chave a serem considerados. Adotar métodos de manejo sustentáveis, como a adubação orgânica e o cultivo de adubos verdes, pode contribuir não apenas para o bem-estar dos animais, mas também para a conservação da terra e dos recursos naturais a longo prazo. Essas práticas, quando implementadas de forma consciente, ajudam a criar um equilíbrio entre a produção animal e a preservação ambiental, promovendo assim um sistema agrícola mais sustentável e resiliente.
•Amostragem do solo
A coleta de amostras de solo e sua análise são essenciais para entender as características químicas, físicas e biológicas do solo, permitindo um manejo agrícola mais eficiente e sustentável. Essas práticas ajudam a identificar níveis de pH, nutrientes e contaminantes, além de avaliar a textura e a capacidade de retenção de água, fundamentais para planejar correções adequadas. Com isso, é possível diagnosticar problemas como salinidade, acidez e deficiências de nutrientes, permitindo intervenções precisas que aumentam a eficiência dos recursos, reduzem custos e melhoram a produtividade das culturas, beneficiando tanto produtores quanto o meio ambiente.
A área de onde vai ser retirada a amostra do solo deve ser homogênea, levando-se em consideração os seguintes aspectos: topografia, cobertura vegetal, cor do solo, textura do solo, drenagem, tratamentos usados e culturas.
De cada área homogênea coletar pelo menos 20 (vinte) amostras simples andando-se em zig-zag em toda área a ser amostrada.
Coletar as amostras simples com material de aço inox, misturar em vasilhames de plástico e retirar 300g de solo para enviar ao laboratório.
Para a maioria das culturas, as amostras são coletadas na camada de 0 a 20cm, onde se concentra o maior volume de sistema radicular das plantas. Pode-se avaliar a acidez subsuperfícial analisando a camada de 20 a 40cm.
Para culturas perenes já implantadas utilizar o mesmo procedimento, porém levando-se em consideração a uniformidade desejada e a idade das plantas. As amostras de solo devem ser coletadas na projeção da copa das plantas.

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•Gessagem:
A gessagem agrícola é a aplicação estratégica de gesso no solo para melhorar suas condições físicas e químicas, beneficiando o cultivo de plantas. Corrige compactação do subsolo, neutraliza alumínio tóxico em solos ácidos, fornece cálcio e enxofre essenciais para crescimento das plantas, melhora estrutura do solo, reduz a erosão, no desenvolvimento das raízes e aumenta a porosidade do solo, aumentando a eficiência hídrica.
Quando fazer?
A gessagem agrícola é recomendada para corrigir problemas como compactação, deficiência de cálcio e enxofre, ou atender às necessidades específicas das culturas. Essa prática visa melhorar a estrutura do solo, reduzir a toxicidade de alumínio, fornecer cálcio e enxofre essenciais, e otimizar as condições para o crescimento saudável das plantas.
Como fazer?
Para aplicar o gesso, escolha o tipo adequado e determine a dosagem com base nas características do solo e nas necessidades das culturas. A aplicação pode ser feita antes do plantio, durante o plantio com outros fertilizantes, ou entre safras. Espalhe o gesso de forma uniforme manualmente ou com distribuidores, e se necessário, incorpore no solo para melhor distribuição. Não é necessário que haja chuva imediata após a aplicação, pois o gesso se dissolve gradualmente com a irrigação natural ao longo do tempo.

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•Calagem :
A calagem agrícola é o processo de aplicação de calcário no solo com o objetivo de corrigir a acidez e melhorar suas características químicas e físicas para o cultivo de plantas. A prática visa aumentar o pH do solo, neutralizando a acidez e proporcionando um ambiente mais adequado para o crescimento das culturas. O calcário utilizado na calagem é geralmente composto de carbonato de cálcio (CaCO3) ou de calcário dolomítico, que também contém magnésio (MgCO3).
Quando fazer?
Deve-se realizá-la após uma análise de solo que indique um pH abaixo de 5,5, preferencialmente de 3 a 6 meses antes do plantio, para dar tempo ao calcário de reagir. É importante escolher o tipo de calcário adequado, como o dolomítico para solos deficientes em magnésio e o calcítico para uma correção mais geral. Evitar a aplicação em períodos de chuvas intensas e integrar a calagem com outras práticas de manejo do solo garante maior eficácia na melhoria da produtividade agrícola.
Como fazer?
Escolha o tipo de calcário apropriado (dolomítico, calcítico, magnesiano e filler) com base na análise, calcule a dose recomendada, espalhe o calcário uniformemente sobre o solo e, em seguida, incorpore-o ao solo com aração e gradagem, idealmente de 3 a 6 meses antes do plantio, para corrigir a acidez e melhorar a fertilidade do solo.


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•Adubação Verde
Adubação verde é uma prática agrícola que envolve o cultivo de plantas específicas, conhecidas como plantas de cobertura, com o objetivo de melhorar a fertilidade do solo e sua estrutura física. Essas plantas são cultivadas e depois incorporadas ao solo, onde contribuem com nutrientes através da decomposição de suas partes vegetativas. Além de fornecer nutrientes essenciais, como nitrogênio, as plantas de adubação verde ajudam a controlar ervas daninhas, melhorar a retenção de água e aumentar a biodiversidade do solo, promovendo práticas agrícolas sustentáveis e menos dependentes de fertilizantes químicos.
Quando fazer?
A adubação verde deve ser realizada durante períodos de entressafra ou entre cultivos principais. Essa prática é mais eficaz quando as plantas de cobertura são semeadas antes do período chuvoso, permitindo um desenvolvimento adequado antes da incorporação ao solo. Isso geralmente ocorre no final do verão ou início do outono em regiões de clima temperado, enquanto em regiões tropicais pode ser adaptada conforme o ciclo das chuvas. Dessa forma, as plantas de adubação verde contribuem para melhorar a fertilidade do solo e prepará-lo para culturas subsequentes, promovendo um manejo sustentável e equilibrado do solo agrícola.
Como fazer?
Adubação verde com leguminosas envolve escolher uma espécie adequada ao solo e clima, preparar o solo com aração, semear as sementes uniformemente e manejar as plantas até o período de incorporação ao solo, geralmente antes do florescimento. Esse método promove a fertilidade do solo de forma natural, liberando nutrientes essenciais como nitrogênio para culturas subsequentes.

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Tecnologia e Invenções
Agricultura de Precisão
A agricultura convencional utiliza insumos de maneira uniforme em toda a propriedade, sem considerar as particularidades do solo, o que pode levar a contaminação ambiental e prejuízos financeiros. Em contraste, a agricultura de precisão utiliza tecnologias como GPS, GIS e máquinas de aplicação localizada para gerenciar os cultivos de forma específica para cada área da propriedade, otimizando recursos e aumentando a eficiência.
A agricultura de precisão moderna começou a se desenvolver no século XX, ganhando viabilidade com a tecnologia dos anos 1980. No Brasil, a adoção ainda é incipiente, mas está crescendo, especialmente no cultivo da cana-de-açúcar, onde pode reduzir impactos ambientais e aumentar a produtividade.
Ferramentas como GPS, GIS, sistemas de mapeamento de colheita e sensores remotos e de solo são usadas para obter dados precisos sobre a propriedade, permitindo intervenções mais eficazes. Essas tecnologias ajudam a minimizar perdas e a gerenciar as necessidades específicas do solo e da cultura. Apesar de temores sobre desemprego, a agricultura de precisão também pode criar empregos especializados em manuseio e manutenção de equipamentos.
Os drones na agricultura são usados para monitoramento de culturas, mapeamento de solos, irrigação e pulverização precisas, gestão de rebanhos e avaliação de desempenho pós-colheita. Eles aumentam a eficiência, reduzem custos e minimizam o impacto ambiental, permitindo uma gestão agrícola mais precisa e informada.
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Beneficios de Novas Cultivares
As novas cultivares de especies forrageiras são cruciais para a agricultura moderna, proporcionando vários benefícios significativos:
Aumento da Produtividade: Cultivares híbridas e geneticamente melhoradas aumentam a produção por hectare.
Melhoria na Qualidade das Plantas: Plantas mais robustas e eficientes, com melhor estrutura para colheita mecânica.
Adaptação Regional: Variedades adaptadas a diferentes climas e solos, otimizando a produção local.
Resistência a Doenças e Pragas: Menor necessidade de pesticidas, resultando em práticas mais sustentáveis.
Variedade de Usos: Cultivares específicas para grãos e silagem, diversificando a produção.
Sustentabilidade: Melhor uso de recursos como água e nutrientes, promovendo a conservação ambiental.
Estabilidade de Produção: Maior resistência a condições adversas, garantindo produção constante e segura.
Essas cultivares melhoram a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade da agricultura, tornando-se essenciais para atender à demanda crescente por alimentos e reduzir o impacto ambiental.
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Sistemas Integrados e Plano ABC E ABC+
ILP - Integração Lavoura Pecuaria
Combina atividades agrícolas e pecuárias em um ciclo alternado. Lavouras e pastagens são cultivadas em rotação, aproveitando os benefícios mútuos: os dejetos dos animais fertilizam o solo para as culturas subsequentes, melhorando a fertilidade do solo e otimizando o uso da terra.
Combina criação de animais com plantio de árvores em áreas de pastagem. As árvores, geralmente espécies adaptadas, fornecem sombra, alimento e beneficiam a conservação do solo e o microclima. Esse sistema visa promover a sustentabilidade ao diversificar a produção e aumentar a produtividade agrícola.
ILF - Integração Lavoura Floresta
Combina culturas agrícolas com plantios florestais numa mesma área, visando diversificar a produção, melhorar a sustentabilidade e eficiência dos recursos. As árvores proporcionam benefícios como conservação do solo, regulação do microclima e aumento da biodiversidade.
ILPF - Integração Lavoura Pecuaria Floresta
Combina lavouras, pecuária e florestas em um único sistema integrado. Este método complexo envolve a rotação de culturas agrícolas, criação de animais e cultivo de árvores na mesma área. O objetivo é maximizar benefícios como reciclagem de nutrientes, aumento da biodiversidade, redução de gases de efeito estufa e maior resiliência do sistema produtivo frente a variações climáticas.

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Forrageiras adequada para Caprinos e Ovinos
Gramineas
Capim Andropogon
(Andropogon gayanus cv. Planaltina)
O capim-andropogon possui várias características destacáveis: grande tolerância ao fogo, bom potencial para a produção de sementes, e ausência de problemas de fotossensibilização. Ele é resistente ao ataque de cigarrinhas-das-pastagens e é um mal hospedeiro de carrapatos. Além disso, é muito palatável, apresenta um bom teor de proteína bruta e tem rápido rebrote durante a seca. É facilmente eliminado pelo arado e bem aceito por ovinos e caprinos. Devido ao seu hábito de crescimento cespitoso, forma consorciações equilibradas com leguminosas forrageiras como stylosanthes


Capim-BRS Tamani Panicum maximum cv. BRS Tamani
A cultivar Panicum maximum cv. BRS Tamani é uma opção avançada para pastagens, caracterizada por seu porte baixo, alta produção de folhas nutritivas e resistência às cigarrinhas-das-pastagens. Apresenta boa produtividade e vigor de rebrotação, sendo de fácil manejo. Adaptada a diferentes biomas como Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica, é indicada para produção de leite para caprinos e ovinos. Tendo um crescimento cespitoso, com tolerância à seca e ao frio, é recomendada para solos bem drenados, oferecendo uma produção anual de matéria seca de cerca de 15 toneladas por hectare.
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Capim Aruanã Panicum maximum cv. Aruana
A Panicum maximum cv. Aruana é uma cultivar de capim de porte baixo e hábito cespitoso, adaptada para solos de média a alta fertilidade. Possui boa resistência à cigarrinha-das-pastagens, tolerância à seca e ao frio. Utilizada principalmente para pastoreio de gado, caprinos, ovinos e equinos, além da produção de feno, sua rápida crescimento e alta qualidade nutricional reduzem a necessidade de suplementação animal.
Leguminosas
Estilosantes Stylosanthes guianensis
A Stylosanthes guianensis é uma planta forrageira perene adaptada a climas quentes e úmidos. Possui hábito de crescimento cespitoso, podendo crescer de forma prostrada em sob pastejo. Esta espécie é conhecida por sua alta produção de matéria seca, boa adaptação a solos ácidos e de baixa fertilidade, e resistência ao pastejo e pisoteio, não tolera geadas e aclimata-se em ambientes com maiores temperaturas, grande capacidade de consorciação resistência a pragas e doenças. É utilizada em consórcio com gramíneas e apresenta teores de proteína bruta entre 19% e 29%. Ideal para sistemas de pastagem em áreas tropicais desafiadoras, como os Cerrados brasileiros, devido à sua capacidade de resistir a condições climáticas adversas e sua aceitação pelos animais.
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Gliricidia
Gliricidia sepium
A Gliricidia sepium, também conhecida como gliricídia, é uma planta perene, com crescimento cespitoso, destacando-se por seu rápido crescimento, alta resistência à seca e capacidade de regeneração, não tolera geada, mas pode resistir ao fogo, mediante rebrota. É pouco exigente em relação a solos, moderadamente tolerante a sais, mas não se desenvolve bem em solo constantemente encharcado. Valorizada por seu alto teor de proteína bruta, é amplamente utilizada como forrageira em forma de feno e silagem para animais. Apesar das vantagens nutricionais, enfrenta desafios como baixo teor de matéria seca. A inclusão de aditivos tem sido recomendada para melhorar o processo fermentativo e reduzir perdas, aumentando assim a qualidade da silagem produzida.
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Manejo de Pastagens
O manejo adequado de pastagens é vital para atingir os ODS, pois melhora a produtividade agrícola e a segurança alimentar (ODS 2), promove o uso eficiente de recursos e reduz impactos ambientais (ODS 12), contribui para a mitigação das mudanças climáticas através da captura de carbono (ODS 13), e preserva a biodiversidade, evitando a degradação do solo e conservando habitats (ODS 15).
Rotação de Pastagens
No manejo contínuo, os animais têm acesso irrestrito à pastagem durante todo o ano. No manejo rotacionado, a pastagem é dividida em piquetes, alternando períodos de pastejo e descanso, permitindo a recuperação das forragens. Este sistema oferece um controle rigoroso da altura das forragens e do consumo animal, proporcionando pastejo mais uniforme, reduzindo o pisoteio, fortalecendo as plantas devido ao descanso, melhorando a distribuição de excrementos e as condições do solo, diminuindo a presença de plantas invasoras, prolongando a vida útil da pastagem e reduzindo a necessidade de adubos.

Gliricidia
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Capacidade de Suporte das Pastagens
Um dos indicadores de um bom manejo de pastagem é a capacidade de suporte, pois avalia a proporção entre taxa de lotação, pressão no solo e pastejo ótimo, por determinado tempo, com maior índice de produção possível sem degradar o solo. Entretanto fatores climáticos, solo, estações do ano e forragens cultivados são variáveis a serem consideradas.
Situaçoes do Pastejo
Subpastejo : Poucos animais para muito pasto. Embora a produção animal seja alta e de qualidade pois a possibilidade de seleção das forrageiras pelos animais é expandida, a produtividade dos animais por área é baixa pela pequena quantidade de animais na pastagem.
Pastejo ótimo: É o equilíbrio entre a forragem ofertada e o número de animais por área. É o cenário ideal para uma boa produção e preservação do solo.
Superpastejo: Animais em excesso na pastagem. Comprometem a produção, desgastam e compactam o solo. Controlar a altura do pasto durante a entrada e saída dos animais e considerar o período de descanso de cada forragem (pastejo rotacionado) são ações indispensáveis para alcançar um pastejo ótimo.

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•Controle de Plantas e Insetos Invasores
As plantas invasoras são plantas que crescem indiscriminadamente, são mais resistentes as interferências externas e por isso se propagam com facilidade, põem não produzem alimentos ou fibra. Além disso a disputa por sais minerais, água e luz, transformam essas plantas em grandes vilães das forrageiras. A propagação das espécies invasoras causa redução da produção agrícola; manifestação de alergia e intoxicação do homem e de animais; infestação de áreas não agrícolas; infestação de canais de irrigação e danos a implementos agrícolas.
Controle de plantas invasoras
Seu controle pode ser feito de forma: mecânica, química e cultural. Estes controles apresentam vantagens e limitações e demandam o uso simultâneo de, no mínimo, duas práticas complementares.
O controle mecânico de plantas daninhas pode ser realizado manualmente, com tração animal ou tratores, requerendo capina superficial para evitar danos às raízes das plantas forrageiras. Em pequenas áreas, a enxada é uma ferramenta útil.
Já o controle químico com herbicidas visa eliminar ou retardar o crescimento de plantas invasoras, oferecendo vantagens como economia de mão-de-obra e aplicação rápida. Para resultados eficazes, é crucial escolher o herbicida correto, ajustar adequadamente o pulverizador, e evitar a aplicação em condições de chuva intensa, vento forte, ou em plantas sob estresse hídrico. Desde a década de 1920, o uso de herbicidas contribuiu para o surgimento de plantas daninhas mais resistentes e impactou o meio ambiente. Portanto, é essencial utilizar herbicidas registrados, usar equipamentos de proteção individual (EPI), não misturar herbicidas, respeitar o período de carência e descartar corretamente as embalagens após a tríplice lavagem. Herbicidas representam cerca de 8% do custo de produção agrícola.

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O controle cultural inclui o preparo adequado do solo antes do plantio, a escolha de variedades adaptadas e resistentes, a correta densidade de plantio para evitar plantas invasoras, e a rotação de culturas para dificultar a seleção de espécies indesejadas.
O manejo integrado de plantas daninhas (MIPD) combina métodos mecânicos, químicos e culturais para controlar plantas invasoras de forma eficaz, e deve ser implementado de forma preventiva. É recomendável usar pelo menos dois métodos para garantir a eficácia e reduzir impactos ambientais. No uso de herbicidas, o solo deve estar bem preparado e sem torrões, e a aplicação deve ser feita preferencialmente após a primeira chuva, utilizando herbicidas pré-emergentes de amplo espectro e considerando fatores como o pH do solo e a solubilidade do herbicida. A rotação de herbicidas é fundamental para prevenir a resistência das plantas daninhas e manter a eficácia do controle.
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Controle de Insetos Invasores
Os insetos são organismos muito importantes do ponto de vista ecológico, pois assumem diferentes papéis numa plantação. Os insetos prejudiciais são aqueles que se alimentam de plantas cultivadas ou que transmitem doenças, causando prejuízos econômicos ao agricultor, e são classificados como insetos-praga. A destruição da mata nativa e o aumento da agropecuária tornam cada vez mais comum o surgimento de pragas, uma vez que há disposição de muito alimento para poucos predadores.
Sementes resistentes: Plantas desenvolvem resistência ou tolerância a pragas, tornando-se menos suscetíveis a infestações. Vantagens incluem facilidade de uso, compatibilidade com outras táticas, baixo custo e menor impacto ambiental. No entanto, desenvolver essas variedades exige tempo e investimento, e a resistência pode não ser permanente.
Práticas agrícolas: Técnicas como rotação de culturas, escolha de áreas de plantio, uso de culturas-armadilhas e ajuste das épocas de plantio e colheita tornam o ambiente desfavorável para pragas.
Controle físico e mecânico: Barreiras físicas, como valas e coberturas plásticas, impedem a movimentação de insetos. Outras técnicas incluem armadilhas e fitas adesivas.
Biocontrole: Utiliza produtos químicos naturais ou organismos benéficos para prevenir ou erradicar pragas, com menor impacto ambiental e maior segurança. Desvantagens incluem necessidade de planejamento, gestão intensiva e custos possivelmente mais altos.
Controle químico: Aplicado quando outras táticas falham. Inseticidas e herbicidas são baratos, fáceis de aplicar e transportar. Tecnologias modernas de aplicação, como agricultura de precisão, usam sensoriamento remoto e sistemas GIS.


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Alimentação Complementar
Na criação de ovinos, a alimentação suplementar é fundamental para garantir que os animais recebam todos os nutrientes necessários para o crescimento, reprodução e produção de carne, lã ou leite. As principais suplementações alimentares usadas na criação de ovinos incluem:
Suplementos Energéticos: Grãos de cereais (milho, cevada), polpa cítrica e casca de soja.
Suplementos Proteicos: Farelo de soja, farelo de algodão e ureia.
Suplementos Minerais: Misturas minerais e sal mineralizado.
Suplementos Vitamínicos: Vitaminas A, D e E.
Feno: Feito de gramíneas ou leguminosas secas ao sol, Fonte de fibra para ovinos, Usado em períodos de escassez de pastagem.
Silagem: Produzida pela fermentação de culturas como milho ou sorgo, Fonte de energia concentrada, Armazenada em condições de umidade controlada.

Suplementos Fibrosos: Casca de soja e polpa de beterraba.
Alimentos Alternativos: Resíduos agroindustriais e farelo de trigo.
Suplementos Lipídicos: Óleos vegetais e gorduras protegidas.
Aditivos Alimentares: Probióticos, prebióticos e ionóforos.

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Saúde Animal
Na criação de ovinos, a alimentação suplementar é fundamental para garantir que os animais recebam todos os nutrientes necessários para o crescimento, reprodução e produção de carne, lã ou leite. As principais suplementações alimentares usadas na criação de ovinos incluem:
Beneficios Nutricionais
Aumenta da produção:
Produção de Leite: Forragens de boa qualidade melhoram a quantidade e a qualidade do leite, influenciando a composição de gordura e proteína.
Qualidade da Carne: A dieta forrageira contribui para uma carne de melhor qualidade, com uma proporção equilibrada de ácidos graxos, o que pode resultar em carne mais saborosa e nutritiva.
Melhora no Bem-estar animal:
Comportamento Natural de Pastagem: Ovinos e caprinos são animais de pastagem natural, e a disponibilidade de forragem permite que eles exibam comportamentos naturais, melhorando o bem-estar geral.
Redução de Estresse: Forragens de boa qualidade mantêm os animais bem alimentados e em boas condições de saúde, reduzindo o estresse.
Problemas relacionados à Alimentação
Queda de Produção e desenvolvimento:
Uma alimentação inadequada em ovinos e caprinos pode levar a deficiências de proteínas, minerais e vitaminas, resultando em crescimento lento, baixa produção de leite e problemas digestivos como acidose ruminal e timpanismo. Além disso, compromete a saúde reprodutiva, enfraquece o sistema imunológico e aumenta a suscetibilidade a doenças. Problemas metabólicos, como toxemia da prenhez, podem ocorrer, além de afetar negativamente a qualidade da lã e a saúde da pele. Fornecer uma dieta equilibrada é essencial para garantir a saúde e a produtividade desses animais.

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Consumo de Pastagens que aumenta a contaminação de Parasitas
A infecção por nematódeos gastrintestinais é um desafio significativo na produção de ovinos a pasto, onde 90-95% dos parasitas estão na pastagem e apenas 5-10% no animal. Os parasitas são eliminados nas fezes e se desenvolvem em larvas infectantes (L3) em 5-7 dias sob condições de temperatura (22-28°C) e umidade adequadas, comuns em climas quentes e úmidos.
As larvas L3 migram verticalmente, alcançando o topo do dossel forrageiro quando a umidade é alta, aumentando a probabilidade de serem ingeridas pelos animais. A altura da pastagem e o horário do pastejo influenciam a taxa de ingestão de larvas. Pastagens com microclimas úmidos no estrato basal favorecem o desenvolvimento e sobrevivência das larvas.
Sistemas de pastejo rotacionado aumentam a contaminação das pastagens, necessitando estratégias para reduzir a ingestão de larvas e criar condições desfavoráveis para sua sobrevivência sem comprometer a saúde das forrageiras.
Plantas de crescimento prostrado, como Cynodon e Brachiaria (B. decumbens e B. humidicola), mantêm a umidade alta no solo, criando microclimas favoráveis às larvas. Em contraste, plantas de crescimento cespitoso, como Panicum maximum e Brachiaria brizantha, permitem maior penetração de luz e ventilação, reduzindo a umidade das fezes e criando um ambiente desfavorável para as larvas, além de favorecer o perfilhamento e a fotossíntese das plantas.

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Referências
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